Percebi hoje a minha relação com a música... Não só com o ritmo, mas com as palavras, a forma como se configuram os versos para a formação de uma melodia, de uma sonoridade que confere à música o seu poder de encorajar, acalmar, consolar, aterrorizar, entristecer, de fazer sorrir e de fazer chorar.
Percebi em meio a um sentimento de esperança, de uma luz no fim do túnel, e depois de uma maravilhosa e relaxante noite de música. Música como há muito tempo eu não tinha na minha vida, pra encher os pulmões e dizer, bem alto, os mais profundos sentimentos do coração. Cantei, tirei o peso do meu peito no grito, literalmente.
E hoje eu fiquei pensando sobre a mágica da música na vida das pessoas. Seria o stress e a raiva uma derivação da música que deixamos de ouvir, do barulho que ouvimos todos os dias? Carros, buzinas, falatórios, brigas, gritos, propagandas... Poucos versos, pouca poesia. Músicas que incitam violência, drogas, o relacionamento despreocupado e desreipeitoso entre as pessoas. Os versos que chegam à nossa vida hoje não são mais os versos de paz, de atenção, de respeito, de amor. E deixamos que isso afete os nossos dias, sem perceber que não mais nos fortalecemos na música. Nem prestamos mais atenção às letras, que cantamos sem perceber (às vezes tão absurdas as coisas que cantamos, principalmente se não entendemos a letra em outro idioma).
Fui aprender outras línguas por causa da música. Queria sentir o que estava cantando, a emoção e a profundidade de cada palavra, de cada verso. E me apaixonei pelos dramáticos românticos, pelas músicas que transformam os dilemas da vida na mais pura e bela poesia. Tornei-me fã das melodias de Bon Jovi, Bryan Adams, Alanis Morissette (amém! Quem me conheceu por mais de 10min sabe o quanto eu sou louca pelas letras dessa mulher!), Josh Groban, Celine Dion (ok, exagerei no drama agora... rs).
Também me encantei por The Cult, Oasis, Coldplay (o que dizer de "for you I bleed myself dry" em Yellow???), e serei uma eterna amante de Beatles e Aerosmith, tão encrustrados ao longo dos quase 26 anos da minha vida.
Pensei sobre as músicas da minha vida, pensei sobre o relacionamento delas com os meus sentimentos, com os meus pensamentos. Nas formas como elas conversam comigo e me dizem o que eu preciso para seguir em frente, para viver a vida. E hoje, com o iPod como extensão dos meus ouvidos, ouvi a música que mais me marcou nos últimos meses. Uma melodia que diz da mudança do mundo, da inversão de papéis que sofremos, do nosso enfraquecimento. Uma música que convida o amor a ser seu escudo, sua espada e seu apoio na retomada, na esperança. Viva la Vida, Coldplay.
One minute I held the key, next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand upon pillars of salt and pillars of sand
I hear Jerusalem bells are ringing, Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword, my shield, my missionaries in a foreign field
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